Caminhemos em comunidade no deserto da vida

Nada pode nos separar do Amor de Cristo, como diz São Paulo na segunda leitura deste 18º Domingo do Tempo Comum - Ano A (02/08/2020). Nenhum poder hostil, nem a morte, nem os anjos, nem o tempo ou o espaço. Nada pode nos separar do amor de Deus!

O Amor e o cuidado de Deus para conosco ultrapassa a lógica humana. Por mais que tentamos, não somos capazes de compreender o quanto Deus nos ama.

O evangelho nos mostra Jesus se retirando para um lugar deserto após a morte de João Batista.

Mas os discípulos sedentos de Deus, que não conseguiam mais "desver" Jesus após receberem tantos ensinamentos, curas e amor do Mestre, o seguem e impressionam Jesus por ser uma grande multidão.

Todos nós somos sedentos de Deus, como ensina o Catecismo da Igreja Católica em seus primeiros parágrafos. Nossa alma busca incessantemente Aquele que nos criou.

Ao seguir Jesus até o deserto, o povo repete os passos do passado quando foram libertados da escravidão do Egito, seguindo Moisés até o deserto.

O deserto é uma representação importante de tempo e espaço físico do encontro do povo com Deus.

No deserto, o povo se entregou à providência divína, pois não tinham mais nenhuma "segurança" humana. Não tinha plantação, rebanho, fortificações, nenhuma auto-suficiência. No deserto, o povo estava inteiramente nas mãos de Deus. O pão caía do céu! A água brotava das pedras!

No tempo de Jesus, embora o povo já tinha certa "auto-suficiência", ele continuava com fome e sede de Deus.

Jesus e os discípulos alimentando o povo no deserto

E Jesus alimenta o povo. Mas é interessante observar que quem leva o alimento até é a Igreja, corpo místico de Jesus.

Quando os discípulos pedem a Jesus que mande a multidão embora, para que ela encontre comida, Jesus pede-lhes: "dai-lhes vós de comer".

Como a cabeça que dá comandos para os seus membros. Jesus (a cabeça) instrui a igreja (os membros) a levarem o pão do céu para alimentar o povo. A igreja é convidada a colocar os dons de Deus a serviço do ser humano, a partilhar o alimento e o amor com os mais famintos.

E os símbolos deste episódio da multiplicação dos 5 pães e 2 peixes são muitos. A soma unitária dos alimentos disponíveis, que é igual sete, significa a totalidade dos recursos. E nós comos igreja e discípulos de Jesus, somos convidados a partilhar tudo o que temos e somos em favor dos mais carentes. Tudo mesmo, em totalidade!

Partilhando, amando e vivendo em comunidade nós devemos caminhar no deserto da vida confiando na providência divina. Assim nós seremos libertados da escravidão e desfrutaremos do banquete preparado por Deus na vida Eterna.

Se for tocar/cantar a missa deste 18º domingo do tempo comum - Ano A (02/08/2020), clique no link abaixo para conferir as nossas sugestões de músicas para esta missa.

>> Sugestões de música para a missa do 18º domingo do tempo comum - Ano A

E se for cantar o salmo, temos uma sugestão de melodia que pode te ajudar, confira aqui:

>> Melodia para o SALMO 144 (145) - VÓS ABRIS A VOSSA MÃO E SACIAIS OS VOSSOS FILHOS. (versão masculina)

Uma santa e abençoada semana pra você e sua família.

Gustavo

P.S.: Lembrando que no nosso site tem um calendário em todas as páginas (no canto direito) onde você pode escolher o dia da missa que você vai tocar/cantar e ver as nossas sugestões de músicas junto com as leituras da liturgia da palavra.

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